Olívia de Cássia - jornalista
O Natal este ano, na nossa Vieira Perdigão, fundos da Estação Ferroviária, não contou com todas as pessoas da família e amigos que sempre vêm nos prestigiar para desejar uma noite feliz. Na hora da ceia estava todo mundo tão faminto que a gente esqueceu até de desejar Feliz Natal um pro outro. Mas cada um tinha esse desejo no coração, sabemos disso.
No dia de ontem, como em todo o ano, tive minhas reflexões, confissões e saudades interiores que vão ficar resguardadas no mais íntimo dos meus pensamentos. Lembrei dos meus pais, da minha mãe americana e fiquei pensando que conselhos me dariam se estivessem por aqui, diante do momento que estou vivendo.
Só eu sei o que significa a data do Natal e do Ano-Novo para mim. Nessa época do ano, a gente se despoja um pouco do ceticismo e da realidade e passa a reviver sentimentos e emoções, a sonhar um pouco com um mundo que gostaríamos de ter. Um mundo sem violências, sem tanta fome, sem misérias, de solidariedade entre os povos, um mundo de união e paz.
Mas durante o nosso encontro à noite foi tudo tranqüilo em companhia da família e dos amigos visitantes com pessoas descontraídas e comidas saborosas. Mas o Natal não é só isso, não. É um tempo de solidariedade que deveria se perpetuar pelo resto do ano. Infelizmente hoje em dia o mundo está se tornando tão egoísta e materialista que muitas vezes só se pensa no consumo e a mensagem do nosso principal aniversariante muitas vezes é esquecida.
Ultimamente tenho lido sobre a vida de Santa Maria Madalena, a padroeira de União dos Palmares, minha terra natal, e cada dia me apaixono mais pelos textos sobre sua vida e pelos relatos sobre Jesus. O nosso Senhor foi um homem que veio ao mundo para salvar a humanidade, se despojou de todo bem material, mas foi invejado e perseguido e terminou morrendo na cruz como diz a mensagem da Bíblia.
Jesus vivia cercado de mulheres que foram importantes à época como Maria Madalena, Salomé e Maria, sua mãe. Nunca a história de Maria Madalena foi tão estudada, especulada e revirada como nos últimos tempos, depois do livro de Dan Brawn, o Codigo da Vinci, que se transformou em filme. Muitos católicos fervorosos e o Vaticano se revoltaram contra a mensagem do filme, mas eu avalio que isso é um sinal de que a vida de Madalena não foi em vão.
A padroeira da minha cidade era uma mulher moderna, mas não era a prostituta como nos fizeram acreditar os antigos evangelhos. Para os estudiosos da vida de Madalena ela foi um dos apóstolos de Jesus, mas é claro que o machismo e o poder conservador dos homens ocultaram s trechos mais importantes da vida da nossa santa padroeira e delegaram a ela o papel mais vulgar na história: o de que teria sido uma prostituta arrependida. E assim foi ensinado durante séculos.
Mas voltando a nossa noite da véspera do Natal, lá fora, a vida continuava seu curso normal com muita violência em Maceió, briga de vereadores em confraternização da Câmara Municipal, que terminou com um decepando o pedaço da orelha do outro, cenário que já denota o que teremos daqui pra frente no meio político alagoano.
O ano que vai chegando será um ano atípico no País. Ano de Copa do Mundo e de eleições para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. Viveremos dias de tumulto e eu só espero que o bom senso e a harmonia prevaleçam.
Fora do Brasil, o presidente Lula, mais uma vez é reconhecido internacionalmente como o melhor presidente que o País já teve, para desespero dos seus oposicionistas, principalmente o jornal Folha de São Paulo. O jornal francês Le Monde elege Lula o Homem do Ano de 2009 e diz que nosso presidente criou uma Nação democrática, que combate a pobreza enquanto promove o crescimento econômico.
No mais eu vou ficando por aqui, para não me alongar mais nessas minhas digressões nesse dia de Natal de 2009, tentando direcionar e conter meus pensamentos para coisas grandiosas e me preparando para os próximos desafios que virão que serão muitos e de grandes proporções. Até breve.